Se você tiver a oportunidade de visitar o headquarter do Google em Mountain View, provavelmente também irá se perguntar como uma empresa predominantemente jovem consegue ser criativa e focada nos resultados e, ao mesmo tempo, oferecer a todos, no horário de trabalho, uma volta de bicicleta, um mergulho na piscina, uma quadra de vôlei ou até corte de cabelo. A resposta possivelmente tem apenas três letras: OKR.

O que é OKR?

Criado pela Intel, o OKR (Objective and Key Results) é um framework derivado da técnica de gestão “Administração por Objetivos”, termo criado pelo austríaco Peter Drucker – conhecido como o pai da administração moderna – em seu livro “The Practice of Management”, de 1954.

O OKR foi implementado no Google em 1999 – antes desta completar seu primeiro ano de operação – por um dos maiores investidores de tecnologia de todos os tempos: John Doerr, após a sua saída da multinacional de processadores. Hoje, o framework é utilizado por outras gigantes como: Amazon, Twitter, Dropox, Linkedin etc. No Brasil, empresas como Locaweb, Moip, Nubank e VivaReal também adotaram o sistema.

Como usar OKR?

O objetivo principal do OKR é definir metas claras, mensuráveis e dinâmicas trimestralmente que proporcionem maior engajamento de todos os colaboradores da empresa. Isso ocorre porque, além de ter como premissa a execução simples e eficaz, ele também adota a cultura Top Down e Buttom Up simultaneamente, ou seja, envolve todos os níveis da companhia. Assim, cada funcionário possui um esquema de metas alinhado aos objetivos globais da empresa e encadeado entre áreas e demais colaboradores, de forma que todos se sentem igualmente importantes para alcançar este objetivo final. Outro ponto é que todas as metas e resultados podem ser visualizados em todos os níveis, gerando maior engajamento e compreensão da estratégia global.

É importante ressaltar que os objetivos devem possuir métricas adequadas e totalmente mensuráveis. O ideal é que as próprias equipes definam suas metas de acordo com o objetivo final e que o foco seja “onde se quer chegar” e não “como se quer chegar”, a fim de transferir mais liberdade de execução para os colaboradores e explorar sua criatividade para atingir resultados.

A implementação do OKR é simples, como a sua própria cultura objetiva exige, e requer apenas um sistema adequado de gestão administrativa, como, por exemplo, o Better Works, solução norte-americana criada em 2013. No Brasil, o Timo, criado pela Inove atende aos mesmos critérios de eficiência, sendo utilizado pela própria empresa, que identificou mais engajamento de suas equipes e maior motivação para alcançar resultados em suas atividades. A solução foi lançada em 2016 para o mercado, quando esta atingiu seu ponto alto de maturação.

Os benefícios em se utilizar este framework

No geral, o principal benefício do OKR é que as equipes saem de um comportamento e postura reativos para uma posição dinâmica e assertiva, com uma visão ampla da companhia e não apenas da sua função. Isso promove mais conforto para a realização das tarefas, oferecendo mais autonomia e flexibilidade, sem excluir a responsabilidade, além de manter as metas sempre no radar e focadas no objetivo central, o que é fundamental em equipes predominantemente jovens, como no Google. Esta cultura da simplicidade resulta em eficiência comprovada porque as metas passam a ser cumpridas, diferente de outras sistemáticas que tendem a não funcionar pela sua complexidade e ausência de planejamento global.

Uma pesquisa da CareerBuilder realizada entre fevereiro e março deste ano aponta que três a cada quatro funcionários gastam duas ou mais horas com distrações durante o expediente. A aplicação do OKR permite evitar que isso impacte no objetivo final, pois a determinação do foco é fundamental para atingir o resultado, que é o que realmente importa. Este tipo de estratégia quebra os paradigmas da rigidez de horários e engessamento da realização de tarefas que, muitas vezes, limita a criatividade e desmotiva funcionários, subaproveitando os recursos humanos disponíveis. Um exemplo desta nova visão é o post divertido de Richard Branson, fundador da Virgin Airlines que publicou uma selfie com um de seus funcionários dormindo no sofá do escritório.

O OKR pode ajudar as organizações a alcançar seus objetivos estratégicos por comunicar, engajar e empoderar todos os colaboradores. Em culturas menos rígidas como a brasileira, pode gerar resultados surpreendentes. Desenhe um plano consistente de implementação, escolha bem o software que o sustentará tecnologicamente e prepare-se para ver seu time na piscina durante expediente para comemorar os resultados alcançados.

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Daniel Oliveira é CTO da inove